Recordar é viver duas vezes, alegrias ou tristezas, situações de vida vividas em algum lugar chamado passado-presente. Tristezas por deixar-se vencer , pelo medo de ser feliz e fugirmos do experimento da ação de ser alegre, como/para povoamento de emoções positivas, alimento de corpo e alma.
Mirando a magia dos folguedos carnavalescos, como festividades religiosas, pagãs e cristãs... Uma magia de arte e de beleza, espetáculo teatral, um misto de arte e folclore.Que ao longo dos séculos perpetuados por homens, mulheres e crianças, que se revigoram em alegrias, para si e para dar-se de corpo e alma em procissão, transmudam-se, para o coroamento da alegria de viverem um momento único nos folguedos carnavalescos e , acordarem em cinzas, as impurezas transmutadas em festa, amor a Momo-Baco!
O que nos enseja a viajar através da história momesca...
Um Recordar Ísis, A Deusa da Vida e Morte-Ressurreição
Ísis
Os folguedos de Ísis e do boi Ápis uma festança egípcia a bonança da boa colheita!
Oh! Ísis, deusa mãe dos deusa e do Egito.A filha de Geb deus da terra e da deusa do céu Nut.
Oh! Ísis do amor e da magia na alquimia amorosa desce a luz ao teu filho Horus!
Pela/na ressurreição de Osíris, nas águas do rio Nilo, fecunda fostes.!
Oh!Ísis, mulher dos segredos da vida e da morte e ressurreição de amor...
Mulher do muito chorar a morte do bem amado, Osíris, lágrimas, lágrimas muitas!...
De tantas lágrimas derramadas renasceram nas cheias do do Nilo!...
Oh! Ísis a deusa mãe desabrochando pela consciência cósmica Ressurreição vida morte
renascer uma nova era da alegria!
O Recordar festividades pagãs... Origem dos folguedos
Quantas festividades, quantas mesmas vivificam os folguedos mundanos de antigamente. No Egito, Grécia, Roma, nas Gálias. celebrações religiosas aos deuses ,as deusas... Brincadeiras de caráter orgíaco em honra ao ressurgimento da primavera... Homens, mulheres, crianças pintavam seus corpos semidesnudos/as. Em festa primaveril ao renascer da natureza... Primavera! Ou deixavam elevar-se pela dança, pela festa e pela embriaguez, festa a Baco-Momo... Momento de luxúria, de desregramento amor luxúria... A burguesia se misturava a plebe, homens e mulheres nos folguedos, na rua palaciana. Os folguedos greco-romanos eram vivificados no paganismo deusificado... As bacanais a Baco deus do vinho , e as Dionisianas festejavam o vinho. Onde seguiam rituais Dionisíacos ou Bacanais na embriaguez do vinho, despudorados carnais... Alegres festas alegres no Egito : folguedos mundanos constantes em tempo de Antiguidade... Uma temporalidade de magia de incitamento... Quanta magia egípcia a deusa Ísis e o boi Ápis... Das Bacanais em honra ao deus do vinho Baco na Roma Antiga... luxúria, luxúria, luxúria e vinho !... As Lupercais em honra ao deus Pã o deus dos caçadores, dos pastores, dos rebanhos... Em quinze de fevereiro tudo acabado na embriaguez mundana...Por outro lado, na Grécia Antiga havia os festejos para o vinho ao Dionísio, e ao deus da agricultura Saturno, as Saturnálias em dezessete de dezembro... Luxúria, muita luxúria... Sempre Presentes nobres comandando rituais aos deuses e as deusas.. A permissão ao povo participar dos folguedos na rua palaciana... na cidade da nobreza. O amor luxúria acasalado ao amor plebeu repentinamente unindo-se nos folguedos de rua... No mais que de repentinamente tudo era sonho realidade...Momentaneamente, mas o era. Tudo regado com muito vinho e distribuição de comida a plebe e a burguesia... Com danças e despudor carnal vivificando um momento de desregramento do amor luxúria... Sonhos, sonhos do povo alimentados, agora realizados com luxuria, voluptuosidade... Sonhos em festas, folguedos sonhados, acalentados sonhos...Repentinamente sonhos em folguedos... Onde tudo era permitido comer e bebericar até caírem em sono de embriaguez do sonho...Do próprio sonho folguedo amanhecido real!..E, tudo volta como era d'antes.....
O Recordando a Censura Religiosa aos Folguedos Baco-Momo...Carnaval
E, tudo corria livremente, porém os folguedos são acordados, sobressaltados... Pelo advento da Era Cristã...Sofrem censura e disciplinamento religioso.... Ao tempo de abstenção da carne!... Jejum da Quaresma.... Acordados seguem a um cronograma mais especificamente religioso... Contendo punições, pela desobediência Cristiniana... Seguramente os folguedos seguiram um curso cronometradamente religioso.... Precedentes a Quaresma folguedos podem! E, pareciam fadados a desaparecimento por imposição religiosa! Qual o quê , tais festividades com mais magias ressurgem, folguedos públicos... Uma variedade de atrativos . A nobreza comandavam, sucediam a comédia da arte.... Nos bailes de máscaras, na festa de Epifania, no dia dos Reis Magos... Belas máscaras são usadas ... Passando por objeto de sedução nos bailes e nos desfiles alegóricos de rua... A festa de imolação de um touro a Momo iluminada com fogos artifícios. As festas de rua são vivificadas, fatos históricos, pandegam aos nobres. Das bacanais aos bailes de máscaras, os torneios equestres... Entre outros... Como a de Pã o deus dos caçadores, dos pastores , dos rebanhos, que sempre acompanhado por sua flauta...Em algumas cidades eram encenadas as magias dos bailes de máscaras, nas ruas, como uma procissão de almas peregrinando para salvação em cinzas: acordarem na Quarta-feira de Cinzas... Os folguedos,públicos prosseguem avassaladores e derradeiros crescem, cruzam fronteiras... Por todas as partes habitadas , por sonhos em magia, em peregrinação, liberdade a alma, para o encontro do amor paz! Encantamento.... O amor plebeidade misturado ao luxuriante euforia da burguesia, nas ruas. Desde o dia de São Estevão à Quarta-feira em cinzas... Em tempo de "Carnevale" ou Care vale ( o adeus à carne, jejum ) Quaresma após a Terça-Feira Gorda, nas Cinzas da Purificação!...
O Recordando "Carnem levare", "Intróitos", Do Entrudo ao Carnaval
De folguedos em folguedos introdução à Quaresma, o Entrudo surge...Uma brincadeira grotesca do lançar água durante a folia nas pessoas Dois tipos de Entrudos o Familiar: caráter delicado e convivência familiar nas casas senhoriais no Brasil .. Com o intuito de estabelecimento de amizade social entre os jovens... Lançavam água de cheiro
Jogos durante o Entrudo Familiar Aquarela de Augusto Earle, 1822.
O Entrudo Popular aconteciam nas Ruas pelos escravos que jogava pó ou líquido nas pessoas... Tornando as vezes muito agressiva a manifestação... Vindo a ser proibida....
Debret Entrudo Popular ... Rio de Janeiro
Chiquinha Gonzaga
Assim chegamos ao Brasil em período colonial português... com os Entrudos para dar o nascimento ao Carnaval brasileiro, magia e arte nos salões e nas ruas... Abertura ao som do Zé-Pereira convite à folia carnavalesca...Anos passam e surge o Abra Alas da Chiquinha Gonzaga, para o Cordão Rosas de Ouro do Andaraí... A Chiquinha Gonzaga inaugurando a primeira música de carnaval de rua ! De lá para cá os folguedos arte e magia tendo sido uma encenação teatral da ópera da vida de pessoas sonhadoras, que majestosamente divertem-se fazendo arte e recantando a vida... Num tempo determinado temporalidade amor luxúria... Com musicalidade, encantamento, de sonhos verdades, no teatro da vida!... O aumentar a taxa de felicidade, através de um estar feliz mesmo , num único momento de ser feliz... contado profundo do seu corpo e alma, com prazer e alegria de estar vivo ! Feliz Simplesmente feliz !.. Na evolução da procissão: Carnaval rumando as Cinzas ! Na Quarta-feira de Cinzas!.
Zé-Pereira Carnavalesco, 1869, Chiquinha Gonzaga Ó Abre Alas, 1899...
O Entrudo, introdução à Quaresma brincadeira agressiva e pesada de rua , tanto em Portugal quanto no Brasil, o carnaval não se assemelhava ao Renascentista. Umas brincadeiras de rua muitas vezes violentas, atrocidades eram cometidas.. Com os escravos molhando uns aos outros, com ovos, com farinha, laranja podre e outras substâncias eram jogadas... As famílias brancas em divertimento derramavam de suas janelas baldes de água suja nos(nas) passantes desavisados(as)... Tudo em clima de quebra conservação na rigidez da família patriarcal! Assim surgiu a folia carnavalesca: foliões e foliãs as cheganças dos introduzidos, Carnaval... No tocante a música era precária com bailes aos moldes europeus, onde se desenvolviam músicas mais sofisticadas e com a máscara sedução em cena... As máscaras de cera muito fina, de papelão simulando caras de animais, caretas humanas... As fantasias de salões e no carnaval de rua tudo aos moldes europeus... Destacando-se as diferenças sociais na sociedade de um lado a burguesia nos bailes e do outro a plebe fantasiada e mascarada na festa de rua ao livre e popular... Do aparecimento do Zé-Pereira o tocador de bumbo início da animação da folia de Momo! Sucesso estrondoso, que Correia Vasquez nos idos de 1869, adaptou de uma peça teatral: Música de uma comédia" Os Bombeiros de Nanterre" Opera Francesa, onde ele cantaria a quadrinha ao som do Bumbo!;;;
E viva o Zé- Pereira
Pois que ninguém faz mal,
E, viva a bebedeira
Nos dias de carnaval,
ZIM badala, ZIM badala!
E Viva o Carnaval..
Sendo cantada e apreciada por todos os cantos brasileiros, passando a ser música de abertura da folia em todos os bailes carnavalescos... o Bumbo deixa de ser atrativo e dá passagens a cuíca, tamborim, pandeiro, frigideira. Nos "blocos de sujos" e na atualidade na nossa contemporaneidade nas escolas de samba. Assim os cordões em sucessos, nos salões passam a esfera popular com repressão ao Entrudo! Assim disciplinada a brincadeira, a organização das procissões, na comemoração momesca. Carnaval, procissões em ranchos, cordões, blocos... Musicalidade influência dos escravos... Desfilavam alegria e arte pelas ruas... O corso desfile em carros e caminhões abertos , adornados com a brincadeira do jogo de confetes e serpentinas, de foliões e foliãs com belas fantasias..Pierrôs, Colombinas,.. Arlequins, Palhaços, Ciganas,.... Em 1899, com Chiquinha Gonzaga a bela e formosa nossa primeira Maestrina do Andaraí surge nossa Francisca Edwiges Gonzaga, mulher corajosa, que desafiou a sociedade rompendo com a família e sai em busca de sua própria vida amorosa, viver e ser feliz... Com a composição marcha-rancho para o Cordão Rosas de Ouro de Andaraí... cantar e desfilar na rua , no folguedo-desfile carnavalesco ao piano numa bela inspiração compôs:
Ó Abre Alas
Que eu quero passar ( 2 x)
Eu sou da Lira
Não posso negar ( 2 x )
Ó Abre Alas
Que eu quero passar ( 2 x )
Rosa de Ouro é quem vai ganhar ( 2 x ).
Uma marchinha inspirada na cadencia rítmica dos ranchos e cordões... Marco inicial de músicas feitas para a animação carnavalesca... Sucesso total. A marcha-rancho dá passagem aos sambas enredos de quadra. A gloriosa marchinha continua nos bailes sua execução... O samba ganhou vida longa, como samba enredo das crescentes escolas de samba... Brasil
Dura pouco mas única alegria.....folia...
Tudo que é bom! dura pouco, mas vamos a folia de alma aberta a viver e ser feliz... Algo que é bom.. E que o povo brasileiro aprendeu a realizar com muita arte e alegria ... No Carnaval arte da vida, teatro em uma procissão agora caminhada , mas, sim, sambada, rebolada, com muita alegria,... Arte misturada com folclore... Carnaval pesquisa diferenciado dos tempos Renascentistas... Saiu as ruas para ser concentrado em Sambódromos com semelhanças as cidades nobres e dos palácios imperiais.... de outrora, tempos de Império Romano, Cidades Renascentistas, que eram cercadas por muros altos com um portal com ponte elevadiça.... Separando os nobres da plebe e da burguesia... E, viva o Carnaval brasileiro!... Viva as almas peregrinas que se despem dos preconceitos, do estresse e libertam a alma, para no dia seguinte em cinzas... Quarta-feira de Cinzas em purificação estarem... Carnaval Vivo... Vivamos o Carnaval! Transmudando-nos! Felizes...
Coloquemos a máscara na face..Ó povo brasileiro . Boníssimo Carnaval. Aquariano Carnaval.. fevereiro 2012



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